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	<title>A l e x a n d r e  P e r l i n g e i r o</title>
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	<description>A l e x a n d r e  P e r l i n g e i r o</description>
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		<title>O Nada</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 12:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>

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		<description><![CDATA[Gostaria de compartilhar uma visão que tive durante minha meditação. À medida que repetia o mantra Om, de dentro do meu coração começou a sair uma pedra dourada. Peguei nessa pedra com as mãos e comecei a esfregá-la, como se quisesse lapidá-la. À medida que a esfregava...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de compartilhar uma visão que tive durante minha meditação.</p>
<p>À medida que repetia o mantra Om, de dentro do meu coração começou a sair uma pedra dourada. Peguei nessa pedra com as mãos e comecei a esfregá-la, como se quisesse lapidá-la. À medida que a esfregava, ela ia se tornando um ovo, um ovo dourado. Depois comecei a olhar para esse ovo de ouro buscando saber o que estava dentro dele. Fiquei olhando para o ovo por um tempo até que consegui descobrir o seu centro. No centro do ovo dourado há um Vazio e quando encontrei esse Nada percebi que essa é a fonte de tudo no Universo. Percebi que esse Vazio é Deus, o Senhor Shiva, o Ser, a consciência que tudo permeia, nossa essência, nosso centro.</p>
<p>Quando me lembro dessa experiência e desse centro, desse Vazio, desse Nada, sou tomado por um grande sentimento de respeito, reverência, gratidão e silêncio interior. Um estado de comunhão comigo mesmo, com o que há de mais sagrado em mim, e tb comunhão com o mundo ao meu redor – que por sinal é parte de mim, existe em mim concentrado nesse ponto Vazio.</p>
<p>Eu sou o Vazio, eu sou o Nada.</p>
<p>A imagem que me vem à mente é de um ponto de buraco negro. Nesse ponto toda a matéria está concentrada. A Consciência pulsa a partir dali e com essa vibração todo o universo surge – de dentro do coração de cada um de nós.</p>
<p>Um exemplo prático bem didático é o da semente. Uma árvore frondosa surge de uma única e pequenina semente, ou seja, a árvore está contida na semente. E se analisarmos a semente, por exemplo, se a partirmos em pedaços menores, ao final encontraremos Nada. O Nada é a origem da árvore e a árvore surge do Nada.</p>
<p>O reconhecimento do Nada é o final da busca espiritual. Somos todos Nada e ao Nada retornaremos. Enquanto isso não ocorrer, ou melhor, enquanto me iludir achando que isso ainda não ocorre (o Nada como minha essência), sigo minha jornada até finalmente reconhecê-Lo.</p>
<p>Que Nada vibre cada vez mais intensamente em cada um de nós.</p>
<p>Com amor e respeito,<br />
Alexandre</p>
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		<title>Sonhos e renúncias</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 11:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Continuando com o projeto 7 bilhões de outros, agora os sonhos e as renúncias. O que a gente sonha para nossas vidas? O que a gente sonha para os outros? Do que tivemos que abrir mão? Sonhar é algo bom, nos estimula, motiva, enche de entusiasmo. Mas olhar para trás e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando com o projeto 7 bilhões de outros, agora os sonhos e as renúncias.</p>
<p>O que a gente sonha para nossas vidas? O que a gente sonha para os outros? Do que tivemos que abrir mão?</p>
<p>Sonhar é algo bom, nos estimula, motiva, enche de entusiasmo. Mas olhar para trás e ver as escolhas que fizemos para alcançar esses sonhos, essa sim é uma tarefa importante.</p>
<p>Sempre pautei minha vida por um valor: quando estiver à beira da morte e olhar para trás e me lembrar de tudo o que fiz, tudo que ganhei e tudo que perdi, que eu consiga morrer em paz, satisfeito com as escolhas feitas. E assim tenho vivido, buscando não me arrepender. É claro que a gente sempre se arrepende, a gente amadurece, muda a maneira de ver, pensar e sentir a vida, mas se pudesse voltar no tempo – para o grau de (i)maturidade que tinha na época, não faria nada diferente. Viver cada instante inteiro, convicto e em paz. Poder dormir o sono dos justos, com a consciência tranquila.</p>
<p>Bem, tb tenho o sonho de que todos vivam felizes e em harmonia uns com os outros e com a natureza. E considero esse sonho possível e por ele tenho me empenhado.</p>
<p>Desejo que vc realize seus sonhos e que não se arrependa das escolhas que teve que fazer ao longo da vida.</p>
<p>Com amor e respeito,<br />
Alexandre</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/NFktoRbwBUI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Primeiras lembranças</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 10:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[É engraçado que geralmente nos lembremos das coisas boas da nossa infância, ou fatos ingênuos. A criança, em sua pureza, vive em um mundo perfeito – ou mágico, ainda que com monstros. Não me lembrava dos meus primeiros anos de vida, até que minha filha nasceu. Depois...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É engraçado que geralmente nos lembremos das coisas boas da nossa infância, ou fatos ingênuos. A criança, em sua pureza, vive em um mundo perfeito – ou mágico, ainda que com monstros.</p>
<p>Não me lembrava dos meus primeiros anos de vida, até que minha filha nasceu. Depois que passei a fazer-lhe cócegas na barriga, passei a me lembrar de quando eu tinha menos de 1 ano de idade e meus pais também faziam cócegas em mim.</p>
<p>Quais são as suas primeiras lembranças da infância?</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/80LSTF-PqHU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Desafios da vida</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 09:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Violência doméstica, guerras, fenômenos da natureza, fatalidades, ou até mesmo não ter nenhum problema... cada um tem os seus desafios, cada um carrega a sua cruz, cada um tem o seu aprendizado. No início do vídeo pensava em uma msg de conforto...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Violência doméstica, guerras, fenômenos da natureza, fatalidades, ou até mesmo não ter nenhum problema&#8230; cada um tem os seus desafios, cada um carrega a sua cruz, cada um tem o seu aprendizado.</p>
<p>No início do vídeo pensava em uma msg de conforto, algo do tipo os desafios surgem quando somos capazes de superá-los, ou tudo acontece para melhor, ou sempre podemos tirar algo de positivo de tudo o que nos acontece&#8230; De fato essas são minhas crenças e quando sou testado me agarro firmemente nelas para que consiga transformar os desafios em oportunidade de crescimento. Não se trata de fugir da dor, mas de extrair algo de positivo das desgraças.</p>
<p>Terminei o filme com a sensação de como sou abençoado e quanto posso ajudar outras pessoas.</p>
<p>Embora o assunto seja pesado, penso que seu propósito não seja nem desmotivar nem entristecer ninguém, pelo contrário. Pode-se ver o filme com um objetivo de humanização – quando nos tornamos capazes de sentir a dor do outro nos tornamos mais humanos e por causa disso mais preparados para construir um mundo melhor – e para nos tornarmos mais esperançosos pois se outros foram capazes de superar desafios muito maiores do que os meus, tb eu serei forte o suficiente para superar os desafios que ora aparecem para mim.</p>
<p>Compartilho portanto esse vídeo do projeto 7 Bilhões de Outros com o desejo de que, ao final, nos tornemos mais humanos e mais engajados na construção de um mundo melhor.</p>
<p>Com amor e respeito esperançosos,<br />
Alexandre</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/BZrX4nC4PLA" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Escutatório</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 08:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Outros autores]]></category>

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		<description><![CDATA[Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cedo a palavra ao mestre Rubem Alves.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Todo mundo quer aprender a falar&#8230; Ninguém quer aprender a ouvir.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Diz Alberto Caeiro que&#8230; Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma. Filosofia é um monte de ideias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Parafraseio o Alberto Caeiro: não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito. É preciso também que haja silêncio dentro da alma.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Daí a dificuldade: a gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor&#8230; Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração&#8230; E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade. No fundo, somos os mais bonitos&#8230;</p>
<p style="padding-left: 30px;">Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Contou-me de sua experiência com os índios: reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Vejam a semelhança&#8230; Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio&#8230; Abrindo vazios de silêncio&#8230; Expulsando todas as ideias estranhas.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos&#8230; Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir&#8230; São duas as possibilidades.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Primeira: fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade, não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala. Falo como se você não tivesse falado.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Segunda: ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.</p>
<p style="padding-left: 30px;">O longo silêncio quer dizer: estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência&#8230; E se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras&#8230; No lugar onde não há palavras.</p>
<p style="padding-left: 30px;">A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.</p>
<p style="padding-left: 30px;">No fundo do mar &#8211; quem faz mergulho sabe &#8211; a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia&#8230; Que de tão linda nos faz chorar.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Para mim, Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.</p>
<p style="padding-left: 30px;">(O amor que acende a lua, pág. 65.)<br />
<a title="Escutatório" href="http://www.rubemalves.com.br/escutatorio.htm" target="_blank"> www.rubemalves.com.br/escutatorio.htm</a></p>
<p style="padding-left: 30px;">
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		<title>Onde de fato está o ensinamento?</title>
		<link>http://www.perlingeiro.com.br/onde-de-fato-esta-o-ensinamento</link>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 07:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>

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		<description><![CDATA[No vídeo fica fácil de ver que o monge progrediu de fato após incorporar as brincadeiras com o cão em sua prática diária de Tai Chi. Antes ele estava sisudo e ao final o semblante estava muito mais leve e jovial. No entanto, em nossas vidas, muitas vezes tendemos a ser excessivamente...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejam o vídeo abaixo antes de continuarmos.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mQQ3BdjCc4I" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>No vídeo fica fácil de ver que o monge progrediu de fato após incorporar as brincadeiras com o cão em sua prática diária de Tai Chi. Antes ele estava sisudo e ao final o semblante estava muito mais leve e jovial.</p>
<p>No entanto, em nossas vidas, muitas vezes tendemos a ser excessivamente obstinados em nossos propósitos – eu pelo menos tendia a ser assim – e acabamos limitando o aprendizado.</p>
<p>Em muitas situações aprende-se muito mais brincando do que sendo compenetrado. Um foco rígido na prática tende a dificultar que tenhamos o insight revelador.</p>
<p>Por outro lado, para aqueles que tendem a ser mais displicentes, uma boa dose de determinação é fundamental para o autoconhecimento.</p>
<p>Ou seja, para tudo é necessário o discernimento para se encontrar a melhor resposta. Não há receita de bolo.</p>
<p>Onde de fato está o ensinamento?</p>
<p>Com amor e respeito,<br />
Alexandre</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A super vovó</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 06:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de vida]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade de vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti uma reportagem sobre uma senhora de 86 anos que se apresentou em um campeonado de ginástica olímpica em duas modalidades, nas barras paralelas, que são exercícios masculinos, e no solo, em ambas as provas fazendo movimentos de difícil execução.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti uma reportagem sobre uma senhora de 86 anos que se apresentou em um campeonado de ginástica olímpica em duas modalidades, nas barras paralelas, que são exercícios masculinos, e no solo, em ambas as provas fazendo movimentos de difícil execução.</p>
<p>Ela é uma prova de que uma mudança cultural está em curso. Velho não está fadado a viver em um sofá ou uma cadeira de rodas assistindo televisão ou olhando pela janela. Cada vez mais a dita terceira idade continua com uma vitalidade inclusive de dar inveja aos mais jovens.</p>
<p>É claro que podemos dizer que essa mulher está colhendo os frutos de uma vida disciplinada que teve no passado. Se não tivesse treinado muito – e se não continuasse a manter essa disciplina de treinamento, não seria capaz de realizar essa apresentação aos 86 anos. Não por acaso é uma alemã.</p>
<p>Tb podemos supor que ela tem uma grande paixão pela ginástica. Só disciplina não a faria chegar onde chegou, mesmo para um alemão.</p>
<p>Mais ainda, para mim ela é um exemplo de construção da realidade a partir da mente. Se ficasse pensando que estava envelhecendo e que devia parar de praticar atividade física, teria construído uma outra realidade. Mas ela se recusou a seguir esse modelo e continuou a se exercitar, não parando nem aos 80 anos. Ela construiu o mundo que ela queria sem se importar com os limites que certamente o social tentou lhe impor.</p>
<p>Desejo que ela mantenha essa vitalidade por muitos anos mais.<br />
Desejo que muitas outras pessoas mais tenham a vitalidade dela.<br />
Desejo ter vitalidde semelhante.</p>
<p>O segredo é começar desde agora a plantar a semente.</p>
<p>Vejam os dois <a title="A super vovó" href="http://uolesporte.blogosfera.uol.com.br/2012/03/30/aos-86-anos-supervovo-impressiona-fazendo-rotina-nas-barras-paralelas/" target="_blank">vídeos</a> com seus próprios olhos e tirem suas conclusões.</p>
<p>Com admiração amorosa,<br />
Alexanhdre</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pranayamas</title>
		<link>http://www.perlingeiro.com.br/pranayamas</link>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 05:00:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Perguntas e respostas]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>
		<category><![CDATA[Yoga]]></category>

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		<description><![CDATA[Bom dia Alexandre! Desculpe estar entrando em contato com você por e-mail, mas é que tenho algumas dúvidas sobre o assunto e gostaria da opinião de alguém experiente. Na pratica da respiração alternada tenho observado que quando uma fossa nasal está desobstruída, a outra...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PERGUNTA</p>
<p>Bom dia Alexandre!</p>
<p>Desculpe estar entrando em contato com você por e-mail, mas é que tenho algumas dúvidas sobre o assunto e gostaria da opinião de alguém experiente.</p>
<p>Na pratica da respiração alternada tenho observado que quando uma fossa nasal está desobstruída, a outra encontra-se obstruída, ou seja, o fluxo de ar não é o mesmo pelas duas fossa simultaneamente, correto?</p>
<p>Quando tento praticar pranayama tenho dificuldades em inalar o ar pela fossa nasal que não está ativada no momento, por exemplo. Devo forçar a entrada de ar mesmo assim? Preciso limpar a fossa nasal antes de iniciar os exercícios? Tenho receio de estar agindo da forma errada&#8230;</p>
<p>Você poderia me ajudar com alguma orientação?</p>
<p>Grato!</p>
<p>RESPOSTA</p>
<p>Olá amigo,</p>
<p>Obrigado pela pergunta.</p>
<p>Com a maioria das pessoas ocorre o que vc descreveu, uma respiração alternada entre as narinas. Ao longo do dia ora uma narina fica obstruída, ora a outra.</p>
<p>Veja bem, é importante destacar que isso não é um problema. Todas as pessoas levam uma vida normal mesmo com uma das narinas entupidas.</p>
<p>No Tantra Yoga buscamos respirar por ambas as narinas pois elas estão associadas a dois canais de energia que influenciam nosso emocional. A narina direita está associada ao canal de energia Pingalá, que controla as características masculinas da personalidade (racionalidade, organização, calor, yang, força centrífuga, etc) enquanto a narina esquerda está associada ao canal de energia Idá, que controla as características femininas da personalidade (intuição, caos, frio, yin, força centrípeta, etc).</p>
<p>Falando em teoria, a nível energético, quando uma das narinas está entupida, isto demonstra que o nível de consciência da pessoa ainda é dual, ou seja, ela é incapaz de perceber que, em realidade, todos possuímos a mesma essência divina. Em termos energéticos, a energia flui somente pelas pétalas dos chakras.</p>
<p>Quando a respiração passa a ocorrer por ambas as narinas, isso quer dizer que ela começou a aprofundar o seu nível de consciência, passando a energia a fluir pelo botão e pela raiz dos chakras &#8211; o despertar da Kundalini, quando o prana entra pela Sushumna Nadi, o canal central, o que implicará em última instância na tomada de consciência de nossa verdadeira natureza, na experiência do Ser, no Nirvana, que é a meta da jornada espiritual. Por isso buscamos respirar por ambas as narinas.</p>
<p>Então te pergunto: com que objetivo vc está realizando os exercícios respiratórios? Se for somente por questões físicas (problemas respiratórios, por exemplo) neste caso a respiração bilateral não interfere com os seus propósitos. Se vc deseja se iluminar, segundo o Tantra Yoga, com a entrada da energia pelo canal central (Sushumna Nadi), a respiração passará a ser bilateral.</p>
<p>Não recomendo &#8216;forçar&#8217; a passagem do ar pela narina obstruída pois vc corre o risco de se machucar. Vc pode tentar respirar por essa narina, mas com bastante gentileza. Não só pranayamas fazem a energia entrar pela Sushumna, mudrás, ásanas e a iniciação por um mestre realizado tb despertam a Kundalini.</p>
<p>Vc já experimentou usar lota para limpeza das vias respiratórias com água salgada (jala neti)? Vc encontrará mais informações em <a title="Lota" href="http://www.lota.com.br" target="_blank">www.lota.com.br</a>. Faço uso dessa prática. Geralmente na primavera e no verão a água passa por ambas as narinas, mas no outono e no inverno a água teima em não descer pela outra narina. Isso quer dizer que sua constituição física e condições do tempo tb influenciam.</p>
<p>A propósito, que pranayama vc está realizando? Com que objetivo vc o pratica?</p>
<p>Abs<br />
Alexandre</p>
<p>COMENTÁRIO</p>
<p>Olá Alexandre!</p>
<p>Obrigado pela resposta, muito gentil de sua parte. Então pelo que entendi é normal durante as práticas o estudante encontrar uma fossa nasal aberta onde o fluxo de ar é fácil e outra obstruída.</p>
<p>Há um exercício de polarização que achei interessante e denomina-se respiração solar e lunar. Neste exercício a pessoa procura durante o dia respirar pela fossa direita quando a mesma estiver aberta, ativando o canal positivo e com isso suas características, durante a noite quando a fossa esquerda estiver operante repete-se o exercício, sempre inalando e expirando pela mesma fossa nasal, obtive bons resultados com isso. Pela fossa direita fia enerquei mais ativo e energizado “mais disposto e atento”, já pela fossa esquerda obtive mais tranquilidade e relaxamento.</p>
<p>Vamos lá&#8230;</p>
<p>O pranayama que estou praticando é o ensinado por Jorge Adoum (Mago JEFA) em seu livro: As Chaves do Reino Interno, onde o mesmo trata do método Cristão e do Yogui para se alcançar a união com a divindade interna, interessante livro. Na realidade sou estudante da Fraternitas Rosicruciana Antiqua – FRA, fundada pelo Dr. Arnold Krumm Heller, com sede no RJ. Como Jorge Adoum foi um dos iniciados patronos dessa augusta ordem, ele, enquanto encarnado, publicou diversas lições internas para os alunos da FRA. Nas lições que estou recebendo e estudando, além de outras práticas de visualização e mantralização, há os exercícios respiratórios e as explicações sobre os Nadis, Chakras, Corpos Físico, Etérico, Astral, Mental e Causal, Fisiologia, etc.</p>
<p>Com que objetivo vc está realizando os exercícios respiratórios?<br />
Resposta: Estou tentando ativar os canais e trabalhar com a energia do prana para controle físico, emocional e mental.</p>
<p>Vc já experimentou usar lota para limpeza das vias respiratórias com água salgada (jala neti)?<br />
Resposta: Ainda não, procuro limpar as fossas nasais com água morna apenas. Vou tentar esse método.</p>
<p>A propósito, que pranayama vc está realizando?<br />
Resposta: O exercício que estou praticando é o da respiração equilibrante:</p>
<p>Fechar a fossa nasal esquerda e inalar pela direita por 8 segundos ou pulsações. Reter o alento por 4 segundos ou pulsações. Expirar pela fossa esquerda por 8 segundos. Reter os pulmões vazios por 4 segundos e retornar o ciclo iniciando pela fossa esquerda. Isso feito duas vezes por dia nos seguintes ciclos a progredir gradualmente: 7, 14 ou 21 vezes.</p>
<p>Mais uma vez obrigado pela atenção e até mais!</p>
<p>RESPOSTA</p>
<p>Não conheço o livro que vc está estudando.</p>
<p>Na FRA vc tem instrutores que acompanham o teu estudo? Acho importante além do livro guia haver um professor que conhece a técnica para te apoiar em tuas dúvidas, conforme vc vai evoluindo nos exercícios.</p>
<p>Quanto a respiração solar e lunar, atente que vc deve buscar o equilíbrio entre os dois canais de energia. Recomendo para meus alunos o uso desses pranayamas se eles estiverem sem energia durante o dia ou muito agitados à noite. Nesses casos, praticar a respiração solar de dia e a lunar de noite ajuda a superar esses sintomas. Mas, como regra, prefiro a respiração equilibrante (nadi shodhana pranayama), que vc está fazendo atualmente. Ela não tem nenhum tipo de contra-indicação &#8211; já as respirações solar e lunar podem causar transtornos psíquicos, como deixar a pessoa muito agitada (excesso de respiração solar) ou apática (excesso de respiração lunar).</p>
<p>Boa prática!</p>
<p>Abs</p>
<p>COMENTÁRIO 2</p>
<p>Alexandre,</p>
<p>Não querendo abusar de sua atenção, gostaria de fazer uma última pergunta: há algum problema em se praticar o nadi shodhana pranayama e continuar com a vida sexual ativa?</p>
<p>Pergunto isso pois como se estará lidando com os nadis e a energia da Kundalini, acredito que a retenção da energia sexual ajudará no processo de purificação e elevação espiritual, porém, isso aqui no ocidente deve ser um grande obstáculo para qualquer estudante.</p>
<p>Se não me engano no texto Hatha Yoga Pradipika há uma prática de trantra yoga que considero sinistra, pois ensina-se a reabsorver o esperma ejaculado&#8230; isso é no mínimo repugnante.</p>
<p>Grato!</p>
<p>RESPOSTA</p>
<p>Não há nenhum problema em praticar nadi shodhana pranayama e continuar com a vida sexual ativa.</p>
<p>Vc pode sim é refletir sobre a intensidade da sua vida sexual, sobre quão ativa ela está. Se vc tem parceira(o) fixo, então vcs dois devem chegar a um consenso sobre a frequência agradável das relações. Se vc não tem parceira(o) fixo, neste caso vc sozinho deve definir isso. O problema neste caso é que tendemos a jogar no sexo nossas frustrações emocionais e aí há uma tendência para se fazer muito sexo querendo preencher o vazio existencial, a solidão, o que o sexo não é capaz de fazer. Neste caso o sexo é prejudicial ao menos à saúde pisíquica.</p>
<p>Mas de uma maneira geral, não há restrição.</p>
<p>Os textos clássicos devem ser interpretados a luz da nossa realidade e do nosso modo de vida e dependendo da situação devem ser relativizados. Considero a restrição sexual uma dessas situações. Se vc for monogâmico, essa já será uma grande austeridade para os nossos tempos de Kali Yuga.</p>
<p>Abs</p>
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		<title>A banda de Moebius viva</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 04:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tantra]]></category>

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		<description><![CDATA[Recentemente um amigo que não via há muito tempo me encontrou através de um artigo que escrevi em 2005 sobre a fita ou banda de Moebius. O modelo da banda de Moebius é fascinante intelectualmente por expressar a Unidade...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recentemente um amigo que não via há muito tempo me encontrou através de um <a title="A (verdadeira) banda de Moebius" href="http://www.zantina.org/palestras/2005/bandademoebius.htm" target="_blank">artigo</a> que escrevi em 2005 sobre a fita ou <a title="A fita de Moebius" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banda_de_Möbius" target="_blank">banda de Moebius</a>.</p>
<p>O modelo da banda de Moebius é fascinante intelectualmente por expressar a Unidade em termos matemáticos, uma figura tridimensional que só tem um lado e uma só borda. Descobri que algumas teses foram escritas citando esse texto, tal é a capacidade da figura de unir dicotomias que estavam em aparência separadas.</p>
<p>No entanto, muito mais importante do que adimirar a teoria é vivenciá-la na prática em nossas vidas, ser a própria banda de Moebius viva pois o conhecimento que não é utilizado, que não é praticado no dia-a-dia, é mais do que sem utilidade, é um peso morto.</p>
<p>Qual a mensagem principal que podemos aprender com a banda de Moebius? Esqueça as diferenças. Dentro e fora, matéria e energia, sábio e ignorante, rico e pobre, sanidade e loucura, tudo isso não passa de ilusão. Olhamos para a banda e nossos olhos nos mostram que ela tem dois lados, mas em realidade não tem. Pensamos que ela tem duas bordas, mas em realidade não tem. As diferenças são só na aparência. Os sentidos, incluindo a mente, já não são mais capazes de explicar o real.</p>
<p>Como então explicar o mundo – e por consequência nos compreendermos nesse mundo &#8211; com esses novos óculos? Sendo. Retire os óculos, feche os olhos e veja. Somente pela experiência direta (sem a intermediação dos sentidos, incluindo a mente) conseguimos responder a essa pergunta.</p>
<p>Como é viver a partir desse estado de consciência? Como expressar na dualidade a Unidade?</p>
<p>Com amor e respeito,<br />
Alexandre</p>
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		<title>As quatorze práticas da plena consciência</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2012 03:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexandre Perlingeiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Outros autores]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Do Mestre Zen (budista) Thich Nhat Hanh: 1. Não idolatrar nenhuma doutrina, teoria, seja ela qual for, incluindo o budismo. Os sistemas de pensamento budistas devem ser considerados como guias para a prática e não como a verdade...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi e compartilho:</p>
<p style="padding-left: 30px;">Do Mestre Zen (budista) Thich Nhat Hanh</p>
<p style="padding-left: 30px;">1. Não idolatrar nenhuma doutrina, teoria, seja ela qual for, incluindo o budismo. Os sistemas de pensamento budistas devem ser considerados como guias para a prática e não como a verdade absoluta.</p>
<p style="padding-left: 30px;">2. Não pensar que se possui um saber imutável ou a verdade absoluta. Há que evitar a estreiteza da mente e o apego aos pontos de vista pessoais. Aprender a praticar a via do não apego de maneira a permanecer aberto aos pontos de vista dos outros. A verdade só pode ser encontrada na vida e não nos conceitos. Há que estar disponível para continuar a aprender ao longo de toda a vida e a observar a vida em si mesmo e no mundo.</p>
<p style="padding-left: 30px;">3. Não forçar os outros, incluindo as crianças, a adoptar os nossos pontos de vista seja por que meios forem: autoridade, ameaça, dinheiro, propaganda ou educação. Respeitar as diferenças entre os seres humanos e a liberdade de opinião de cada qual. Saber, no entanto, utilizar o diálogo para ajudar a renunciar ao fanatismo e à estreiteza do espírito.</p>
<p style="padding-left: 30px;">4. Não evitar o contacto com o sofrimento nem fechar os olhos diante dele. Não perder a plena consciência sobre a existência do sofrimento no mundo. Encontrar meios de aproximação para com os que sofrem, seja mediante contactos pessoais, visitas, imagens, sons. Despertar e despertar os outros para a realidade do sofrimento no mundo.</p>
<p style="padding-left: 30px;">5. Não acumular dinheiro nem bens quando milhões de seres sofrem de fome. Não converter a glória, o proveito, a riqueza ou os prazeres sensuais na finalidade da vida. Viver simplesmente e compartir o tempo, a energia e os recursos pessoais com os que necessitam.</p>
<p style="padding-left: 30px;">6. Não conservar a cólera ou o ódio. Aprender a examinar e a transformar a cólera e o ódio quando ainda não são mais que sementes nas profundidades da consciência. Ao manifestar-se a cólera e o ódio, devemos focar a atenção na respiração e observar de modo penetrante a fim de ver e compreender a natureza desta cólera ou ódio, assim como a natureza das pessoas que se supõe serem a sua causa. Aprender a ver os seres com os olhos da compaixão.</p>
<p style="padding-left: 30px;">7. Não se perder, deixando-se levar pela dispersão ou pelas circunstâncias envolventes. Praticar a respiração consciente e focar a atenção no que está a acontecer neste instante presente. Entrar em contacto com aquilo que é maravilhoso, pleno de vigor e de frescura. Semear em si mesmo sementes de paz, de alegria e de compreensão de maneira a favorecer o processo de transformação nas profundidades da consciência.</p>
<p style="padding-left: 30px;">8. Não pronunciar palavras que possam semear a discórdia e provocar a ruptura da comunidade. Mediante palavras serenas e de actos apaziguadores, fazer todos os esforços possíveis para reconciliar e resolver todos os conflitos, por pequenos que sejam.</p>
<p style="padding-left: 30px;">9. Não dizer falsidades para preservar o interesse próprio ou para impressionar os outros. Não proferir palavras que semeiem a divisão e o ódio. Não difundir notícias sem ter a certeza de que são seguras. Falar sempre com honestidade e de maneira construtiva. Ter a coragem de dizer a verdade sobre as situações injustas mesmo que a nossa própria segurança fique ameaçada.</p>
<p style="padding-left: 30px;">10. Não utilizar a comunidade religiosa para o interesse pessoal nem a transformar em partido político. A comunidade em que vivemos deve, contudo, tomar uma posição clara contra a opressão e a injustiça e esforçar-se por mudar a situação sem se envolver em conflitos partidários.</p>
<p style="padding-left: 30px;">11. Não exercer profissões que possam causar dano aos seres humanos ou à natureza. Não investir em companhias que explorem os seres humanos. Eleger uma ocupação que ajude a realizar o ideal próprio de vida com compaixão.</p>
<p style="padding-left: 30px;">12. Não matar. Não deixar que outros matem. Utilizar todos os meios possíveis para proteger a vida e prevenir a guerra. Trabalhar para o estabelecimento da paz.</p>
<p style="padding-left: 30px;">13. Não querer possuir nada que pertença a outrem. Respeitar os bens dos outros, mas impedir qualquer tentativa de enriquecimento à custa do sofrimento de outros seres vivos.</p>
<p style="padding-left: 30px;">14. Não maltratar o corpo. Aprender a respeitá-lo. Não o considerar unicamente como um instrumento. Preservar as energias vitais (sexual, respiração e sistema nervoso) através da prática da Via. A expressão sexual não se justifica sem verdadeiro amor e sem compromisso. Em relação às relações sexuais, tomar consciência do sofrimento que podem causar no futuro a outras pessoas. Para assegurar a felicidade dos outros há que respeitar os seus direitos e compromissos. Estar plenamente consciente das suas próprias responsabilidades na hora de trazer ao mundo novos seres. Meditar sobre o mundo a que trazemos estes seres.</p>
<p style="padding-left: 30px;">Tradução da versão espanhola praticada em Jiko-An (Centro Zen em Sierra Nevada, Espanha)</p>
<p style="padding-left: 30px;"><a title="As quatorze práticas da plena consciência" href="http://esanghapt.wordpress.com/textos/as-catorze-praticas-da-plena-consciencia/" target="_blank">http://esanghapt.wordpress.com/textos/as-catorze-praticas-da-plena-consciencia/</a></p>
<p style="padding-left: 30px;">
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